quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Abraço de afogados

A falta de entendimento sobre a recomposição de receitas pode levar estados e municípios a uma crise sem precedentes e afundar a economia nacional em 2014, avalia senador

Walter Pinheiro
Walter Pinheiro
 O atual estado da economia brasileira, além do fraco desempenho da economia mundial, amarra-se, também, ou principalmente, às dificuldades por que passam as unidades da Federação, ainda envolvidas na guerra fiscal que tem sabotado o seu desenvolvimento.
Se, individualmente, os estados não encontram o caminho para o seu fortalecimento econômico, o conjunto da economia nacional sofre as consequências. O resultado é o crescimento vegetativo da economia brasileira, que ultimamente apenas se retroalimenta do consumo e sem perspectiva de um desenvolvimento econômico planejado.
Ao contrário da União, os estados perderam há muito tempo a sua capacidade de investimento. Suas dificuldades atingem o custeio da própria máquina administrativa, onerada ainda mais quando assume a gestão de programas federais sem receber para isso qualquer contrapartida.
A situação dos municípios é ainda mais grave. Quando ouve a notícia de que o governo federal vai lhe mandar um novo serviço para atender à população, o prefeito treme na base. Ele sabe que aquele serviço, de alguma forma, vai representar mais despesas para os já combalidos cofres municipais.
O exemplo mais recente está no programa Mais Médicos. Pressionados pela demanda de atendimentos em saúde, aos prefeitos é fundamental acolher os médicos enviados pelo governo federal, mesmo que isso signifique mais despesas com outros profissionais e até ampliação do custeio com a infraestrutura.
É assim, pela redução de suas receitas na razão direta do aumento das suas despesas, que estados e municípios assistem quase inertes ao seu empobrecimento. Toda vez que o governo federal concede isenções do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para estimular esta ou aquela indústria, quem acaba pagando a conta são eles, o elo mais fraco da federação.
O FPE (Fundo de Participação dos Estados) e o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que transferem recursos da União para estados e municípios, são formados da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda. Quando uma das fontes da receita para a formação do Fundo é reduzida, o bolo fica diminuído e as fatias a serem distribuídas ficam inevitavelmente menores.
Quando isso ocorre, governadores e prefeitos perdem a condição de execução orçamentária, pois lhes faltam os recursos (do FPE/FPM) que anteriormente chegaram a ser previstos no orçamento e depois foram subtraídos da receita. E ainda se expõem a um enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em maio, por ocasião da aprovação da reforma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), achávamos que tínhamos alcançado uma vitória em prol das contas dos estados e abriríamos um caminho para o desenvolvimento local e aquecimento da economia.
Mas foi uma vitória de Pirro. Para ter eficácia, a reforma do ICMS dependia da aprovação de duas leis, criando um fundo de compensação financeira pela União aos estados que viessem a ser prejudicados pela redução das alíquotas e convalidação dos efeitos dos incentivos fiscais que já haviam sido concedidos pelos estados e que estavam sendo questionados na Justiça, e a criação do fundo de desenvolvimento, proposto na MP 599.
Como se sabe, nenhuma das iniciativas foi adiante, bem como a votação do PLC que trata das dívidas, parado na Câmara dos Deputados.
Tal caranguejo no caldeirão de água quente, as negociações não chegaram a bom termo porque sempre havia alguém que puxava novamente para baixo o entendimento possível quando estava alcançando a tona. O governo recolheu suas armas, mas quem perdeu a batalha foram estados e municípios.
Mas pode-se, ainda, ganhar a guerra. Sob pena de a economia nacional naufragar junto com os estados neste abraço de afogados em que está se transformando a questão da recomposição das receitas dos estados e dos municípios.
Nesses três meses que restam da atual sessão legislativa, o maior desafio do Congresso Nacional será encontrar a saída para esse impasse. Precisamos concluir a votação do novo ICMS (ainda falta o plenário) e encontrar solução legislativa para compensar os estados que perderem receita, e colocar nos eixos, ou melhor, resolver o grave problema das dívidas.
Se nada for feito este ano, no ano eleitoral de 2014 muito menos será possível, afundando estados e municípios numa crise sem precedentes que poderá arrastar com ela toda a economia nacional. E isso se deve à falta de regras claras e condições que possibilitem estados e municípios atraírem investimentos para promoverem seu próprio desenvolvimento.Se não cresce localmente, a economia não ganha fatores para a soma que determine o crescimento da economia da nação.

Walter Pinheiro - *Líder do PT no Senado, eleito em 2010 e empossado em fevereiro de 2011, foi deputado federal por quatro legislaturas consecutivas, vereador em Salvador e presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Telecomunicações.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Se não houver Fiscalização, vai ser mais uma fonte de recursos para os corruptos continuarem mamando nas tetas do Governo!!!



“Aprovação dos royalties do petróleo representa "vitória histórica", diz presidenta
19/08/2013 - 8h28
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei (PL) 323/07, que destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo para investimentos em educação e 25% para a saúde, representou uma "vitória histórica", disse hoje (19) a presidenta Dilma Rousseff. Ela informou que vai sancionar o texto nos próximos dias "para garantir que os recursos comecem a chegar o quanto antes às creches, às escolas, aos hospitais e aos postos de saúde de todo o nosso país". A lei também destina 50% do Fundo Social para a educação.
Ao participar, nesta segunda-feira, do programa semanal Café com a Presidenta, Dilma enfatizou a importância da educação para que o Brasil entre na economia do conhecimento, dominando as invenções científicas e as aplicações tecnológicas. Ele destacou que nenhuma nação do mundo chegou ao patamar de país desenvolvido, sem investir muito em educação e ressaltou que a aprovação do texto legal está em sintonia com a vontade da sociedade brasileira.

Senhora Presidenta, a maior Vitória que o povo brasileiro sonha em ver e ter, é que os recursos Federais, Estaduais e Municipais, sejam efetivamente aplicados para os fins a que foram destinados e não, em grande parte, desviados para aplicações pessoais de interesses de parlamentares e gestores criminosos que ainda, como bezerros sedentos, insistem em permanecer nesse curral de amamentação financeira que existe na Fazenda Nacional.

Aluzair Junior
Acadêmico de Ciências Contábeis – UEG/UnU Jaraguá

Os sinais de que você está ocupado demais para ser excelente

A agenda de trabalho está lotada e, mesmo assim, você sente que não avança na carreira? Veja quais os indícios que você está ocupando seu tempo indevidamente

As horas dedicadas ao trabalho nunca foram tão extensas. A lista de tarefas, idem. Mas, mesmo assim, você sente que há muito tempo está estancado no mesmo lugar. Pior: em um ponto aquém do seu potencial.

Má administração do tempo e sobrecarga de trabalho podem ser algumas das explicações para isso – mas não as únicas.

Independente dos motivos, ter uma agenda repleta de afazeres não significa ascensão profissional na certa. Ao contrário. Confira os sinais de que você está apostando seu tempo nas fichas erradas e está longe de ser um profissional brilhante.

1 - Você não tem tempo para se atualizar

Qual foi a última vez que você participou de um treinamento oferecido pela empresa? E de um curso de curta ou longa duração? Ou está tão afundado nas tarefas cotidianas que não tem espaço na agenda para olhar para o que acontece para além da sua baia?

“Os novos modelos de crescimento passam pela constante atualização profissional”, afirma Tânia Casado, coordenadora do Programa de Vida e Carreira da Fundação Instituto de Administração (FIA) e professora da Universidade de São Paulo (USP). “Quem não aloca tempo para isso, está fadado a ficar estagnado”.

2 - Tudo é prioridade para você

A chave para fazer uma boa administração do tempo é aprender a definir quais tarefas são prioritárias, urgentes e importantes. No entanto, para a maior parte dos profissionais esta missão não é tão simples assim.

Atire a primeira pedra quem nunca se rendeu à tentação de encarar como urgente toda tarefa que lhe vem à mão. O problema deste hábito, afirmam os especialistas, é que você deixa pelo caminho uma série de tarefas sem conclusão. Pior: não faz com maestria aquilo que, de fato, requer mais atenção.

Muitas empresas tem foco no curto prazo. O profissional vive apagando incêndios e não pensa no futuro”, diz Fernando Serra, da HSM Educação.

3 - Você se atém muito aos detalhes – quando isso não é essencial

Quanto mais elevado seu posto na hierarquia, menor a responsabilidade em se ater aos detalhes, explica Gilberto Guimarães, professor do Institute of Performance and Leadership (IPL).

“O líder só entra no processo quando os detalhes já estão ‘mastigados’ e ele tem que tomar a decisão”, afirma. Quem não segue este fato, perde tempo com o que não precisa.

4 - Você nunca está disponível

“As pessoas sempre estão esperando você para falar”, descreve Guimarães. O problema da fila de e-mails, mensagens de voz ou até pessoas na sua porta é que isso pode representar menos eficiência para seu trabalho e para o da equipe como um todo. Afinal, as pessoas precisam sempre esperar por você para concluir a tarefa delas.

Como sair do ciclo

De acordo com os especialistas ouvidos por EXAME.com, o primeiro passo para se livrar da sina de nadar, nadar e nunca chegar à praia, ou em outras palavras, trabalhar muito e não fazer nada que contribua para seu crescimento na carreira é fazer um mergulho para dentro de si e ver onde estão os principais erros.

Provavelmente, uma das primeiras conclusões será a necessidade de fazer uma melhor administração do tempo. Definir prioridades e delegar tarefas são conceitos chave neste processo. Em alguns casos, vale também negociar uma carga de trabalho menor com seu chefe.

Mas isso não é tudo. É essencial também educar a si mesmo. E isso passa por querer enxergar para além da sua agenda e baia. Ter uma visão ampla dos negócios da empresa e do mercado em que ela está inserida é, segundo os especialistas, essencial para o crescimento na carreira.

Por isso, Tania sugere que o profissional faça uma análise de quais aspectos precisa desenvolver e parta para um plano de ação sobre como sanar estes estas deficiências. Voltar para a sala de aula deve estar em questão.

Fonte: Exame.com – Talita Abrantes

Aluzair Junior  - Acadêmico de Ciências Contábeis – UEG/UnU Jaraguá

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

República das Bananas ou DE BANANAS???




Em minhas andanças pela net, fazendo meus trabalhos acadêmicos, me deparei com informações, no mínimo “ALARMANTES”, e que me fizeram entender um pouco sobre os recentes manifestos populares. Mesmo sabendo que todo o alvoroço, provocado pela população insatisfeita com rumos políticos e sociais de nosso país, pode ser sufocado pelos discursos aveludados, por vezes acalorados, de nossos “líderes”, que só se preocupam com os índices das intenções de voto para as próximas eleições, cumpro com a minha obrigação acadêmica de trazer luz onde há trevas, expondo os índices que REALMENTE deveriam interessar e motivar o eleitor nos próximos pleitos. São eles:

Político brasileiro é o 5º mais bem pago do Mundo
(Agência O Globo) 16 de julho de 2013 (terça-feira)
"Rio de Janeiro – O salário de deputados brasileiros aparece como um dos mais altos em ranking divulgado ontem pela revista britânica The Economist. Entre 29 países listados, os brasileiros estão na quinta colocação. Nossos parlamentares são agraciados com US$ 157,6 mil por ano, mais do que em países como Canadá (US$ 154 mil), Japão (US$ 149,7 mil), Noruega (U$S 138 mil), Alemanha (U$ 119,5 mil) e Reino Unido (US$ 105,4 mil).
Os únicos países que têm parlamentares que ganham mais do que os brasileiros são Austrália (US$ 201,2 mil), Nigéria (US$ 189,5 mil), Itália (US$ 182,0 mil) e EUA (US$ 174 mil). A lista, entretanto, não considera outras remunerações. Hoje, um deputado do Brasil ainda tem direito a plano de saúde, auxílio-moradia, cota parlamentar, passagens aéreas e carro oficial. "

Enquanto isso...

"Brasil é penúltimo em ranking mundial de educação
Por Luiza Belloni Veronesi |16h42 | 27-11-2012 – Revista InfoMoney
 O Brasil está na penúltima colocação no ranking global de educação. A lista contou com 40 países e foi divulgada nesta terça-feira (27) pela consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit) e Pearson.
Entre as 40 economias presentes na lista, o País só perde para a Indonésia e está atrás de países como México, Colômbia e Argentina.
O relatório se baseou em dados sobre percentuais de alfabetização e taxas de conclusão de cursos de níveis médio e superior, além de considerar avaliações internacionais como OECD-PISA, TIMMS e PIRLS."...

"Brasil continua na 85ª posição no ranking mundial de IDH
Fonte: Relatório 2012 – IDH - UNESCO
Mesmo com faturamento anual acima de 1 Trilhão de Reais, o IDH brasileiro ainda fica abaixo de países com graves crises financeiras, tais como: Argentina (45ª), Cuba (59ª) e Venezuela (71ª).
O IDH é a referência mundial para avaliar o desenvolvimento humano a longo prazo. O índice, que vai de 0 a 1, é feito a partir de três variáveis: vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e um padrão de vida decente.
Apesar de ser considerado um índice alto, em se comparando a países que passam por dificuldades econômicas e estão melhores posicionados no ranking, o Brasil, pela sua pesadíssima carga tributária e elevada arrecadação, poderia estar entre os de “IDH Muito Alto”, onde se destacam países como Noruega (1ª), Estados Unidos (3ª), Grécia (29ª) e, até mesmo a Argentina (45ª)."...

"Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde
Por André Barrocal e Maria Inês Nassif - Fonte: sitio cartamaior.com.br - 14/09/2011
Segundo dados da ONU, de 2011, O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.
O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras.
Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.
No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição - ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia."...

E assim vai a nossa Nau... Sem Direção, mas cheia de boas intenções... Tem até móveis subsidiados pelo Governo Federal, para as famílias de baixa renda. Sou até a favor, mas desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação e emprego que é bom... NADA!!!

São essas ações eleitoreiras que provocam o verdadeiro preconceito entre as classes, pois, na hora de pagar a conta, adivinha quem leva a pior?!?!?! Os patos que pagam os seus impostos em dia e ainda levam uma senhora mordida do Leão em seus contracheques, pra bancar as gracinhas de um governo, e de partidos políticos aliados ou não, que ainda praticam a arte do Coronelismo e abusam da técnica do Curral Eleitoral, hábitos da República Velha. Lideranças essas que, quando assumem o poder, praticam tudo aquilo que sempre combateram: Corrupção, Formação de Quadrilha (José Dirceu e Cia), Crime do Colarinho Branco, do Colarinho Rosa e de outras cores também... Desse jeito, só com muita manifestação mesmo.

E não precisa ir para outras paragens para ver essa sujeira toda, basta dar uma olhada para a situação em que se encontra a nossa cidade de Jaraguá, que já bate uma revolta... Mas por aqui parece que o povo ainda não acordou para a realidade. Por conta de favores pessoais ou de amizades, não vão às ruas cobrar ações positivas do executivo ou do legislativo. Sequer tem coragem de reclamar em público. A infraestrutura da cidade está em plena decadência, a saúde está um caos, a educação... bem, essa foi pro reformatório. E os poderosos “CORONÉIS”, que dominam as urnas jaraguenses, vão tocando o seu gado, como se nada fosse lhes acontecer.

Não sou a favor da anarquia, mas, de vez em quando, é preciso anarquizar pra ver se o barco toma um rumo, senão, vamos acabar fazendo jus ao adjetivo pejorativo de “BANANAS”!!!

Aluzair Junior
Acadêmico de Ciências Contábeis

terça-feira, 23 de julho de 2013

LULA Critica o sistema Político Brasileiro??? Agora eu Piro de Vez…


 

Pessoal, Tirei essa do Blog do Marcelo Tas, do CQC. Vejam se tem base??

 

Uma boa notícia para Lula e o The New York Times

17 de julho de 2013, 11:31 - Escrito por marcelotas
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Efeitos do gás lacrimogêneo no corpo humano (Imagem: Getty Images)


Lula escreveu um artigo no The New York Times para nos lembrar o quanto ele é legal. E aproveitou para fazer uma lista de críticas ao… “sistema político brasileiro”! Sim, depois de comandar de perto, pessoalmente, cada segundo dos 10 anos e meio do PT no poder, distribuindo cargos às custas de 39 ministérios e muito dinheiro público, abraçado a Maluf, Collor, Sarney e Renan, Lula agora está denunciando a lambança que alguém – não ele – fez com a frágil democracia brasileira.
Cinismo, esquizofrenia ou falta de vergonha na cara? Você decide.
Para o ex (ou atual?) presidente, os protestos não tem relação com a situação de penúria da educação, saúde, estradas, portos, obras do PAC… Nem com incompetência, corrupção ou o calote do ex (ou atual?) parceiro dele Eike Batista e a economia estagnada… Para Lula, as manifestações não podem ser lidas como uma crítica ao governo, ou aos governos. Segundo o cara, “as preocupações dos jovens não são apenas materiais mas querem mais cultura, lazer, transparência e instituições sem as distorções do sistema político”. Ah, então é isso?
Para ajudar o “cumpanhero” com a sua tese de que tudo vai bem, exceto esses anseios juvenis, resolvi ir atrás de bons exemplos onde a economia aponta céu azul, longe do cenário cinzento que comentaristas mal-intencionados pintam o sorridente pais da Copa do Mundo e da visita do Papa Francisco.
Há uma indústria brasileira em franca expansão, ao contrário do que dizem os incorrigíveis pessimistas do PIG: os fabricantes de gás lacrimogêneo. A brasileira Condor Tecnologias Não-Letais teve, recentemente, um aumento de 33% nas receitas. Antes do aquecimento do mercado nacional, a diretoria de marketing da Condor já havia comemorado um aumento médio de 90% nas vendas, com ampliação da sua atuação de 12 para 38 países, com os novos mercados na Ásia e África.
Para você ter uma ideia da pujança dessa área da economia, Egito e Tunísia negociam empréstimos com o FMI para cobrir suas dividas com compras de equipamentos para controle de distúrbios. Desde 2010, o Oriente Médio e suas “primaveras”, viram aumentar o mercado de segurança em 18% (algo como R$ 17 bilhões em 2012).
Os efeitos do gás lacrimogêneo incluem: sufocamento, sensação de queimadura, irritação nos olhos e vias respiratórias. Os efeitos psicológicos são desorientação e pânico. Só que, conforme números apresentados, devem fazer bem à Economia verde-amarela e ainda atender às tais “preocupações materiais” da juventude brasileira. Fica a dica para os marqueteiros que escrevem os artigos do ex (ou atual?) presidente Lula.
E tem gente que defende o cara com unhas e dentes…
Aluzair Junior – Acadêmico de Ciências Contábeis – UEG Jaraguá

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Efeitos de um Voto Inconsequente...

"Renan diz que tem direito de usar avião da FAB e se recusa ressarcir cofres públicos"

Folha de São Paulo - 04/07/2013 - 12h26
GABRIELA GUERREIRO - BRASÍLIA

"O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quinta-feira (3) que não vai ressarcir os cofres públicos por ter utilizado avião oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir ao casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) em Trancoso, na Bahia.
Renan disse que participou do "compromisso" como presidente do Senado e, como chefe de Poder, tem direito ao uso da aeronave oficial - mesmo que a viagem não seja oficial.
 

"Fui convidado como presidente do Senado, fui cumprir um compromisso como presidente do Senado. Quem está obrigado a ir a serviço é o ministro de estado. O presidente do Senado, o presidente da República, o presidente do Supremo Tribunal, eles têm transporte de representação porque ele é chefe de poder", disse Renan.
Renan disse que nem todas as viagens da presidente da República em aeronaves oficiais são "a serviço", mas mesmo assim Dilma Rousseff tem a prerrogativa de utilizar o avião.
Pela legislação em vigor, aviões da FAB podem ser requisitados por autoridades por "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".
Apesar do decreto com as normas, Renan disse que não cabe à Força Aérea determinar o que as autoridades podem, ou não, fazer --mas sim à legislação.
"A FAB não pode dizer [o que não pode]. Nós é que temos o que dizer para a FAB. O transporte é em função da chefia do poder, da representação." "A lei não diz que [o compromisso] tem que estar na agenda, não. Isso não é pré-condição para estar dentro da lei", completou.
O presidente do Senado confirmou que ele e sua mulher, Verônica, estavam na aeronave.
Em nota, o Senado afirma que Renan exerce "cargo de representação por ser presidente de Poder", por isso tem direito a usar a aeronave. "É o mesmo que acontece com a Presidência da República, chefe do Poder Executivo. Não é, por exemplo, o que acontece com ministros de Estado. A viagem, portanto, foi para cumprir compromisso como presidente do Senado Federal, ou seja, compromisso de representação", diz a nota.
O Senado informa, ainda, que o Estado determina que seja assegurado aos presidentes dos três Poderes transporte e segurança, como previsto pela Constituição e no decreto 4.244 de 2002.
O Painel da Folha revelou hoje que Renan, a exemplo do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou aeronave da FAB para fins particulares.
Renan requisitou um avião modelo C-99 para ir de Maceió a Porto Seguro às 15h do dia 15 de junho, um sábado. Ele participou do casamento da filha mais velha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso. O voo de volta foi às 3h da manhã do domingo, para Brasília.
As informações foram confirmadas pela FAB. A agenda de Renan não previa compromissos em 15 de junho.
O casamento de Brenda Braga, filha do líder do governo, reuniu políticos e empresários. O cantor Latino foi contratado para fazer show privativo."

Taí o resultado de um voto inconsequente...

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