terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Agora, a culpa pela corrupção é do Povo...

  Reinaldo Azevedo, Analista Político da Revista VEJA, em 19/12/2014, publicou:

O louco discurso de Dilma na cerimônia de diplomação. Ou: Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir. Ou ainda: Toffoli e “terceiro turno”


Já lembrei isto à presidente Dilma Rousseff uma vez e o faço de novo: “Quos volunt di perdere, dementant prius” — “Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir”. A citação com todos os termos no singular é mais conhecida: “Quem vult deus perdere dementat prius” — “Deus primeiro enlouquece aquele a quem quer destruir”.
A presidente Dilma Rousseff e Michel Temer, seu vice, foram diplomados nesta quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral. Dilma se esqueceu de que recebia ali o documento que lhe permite tomar posse do segundo mandato e resolveu pensar como uma socióloga nefelibata, do tipo que anda com a cabeça nas nuvens e os pés também. A governanta decidiu se referir à roubalheira na Petrobras e, ora vejam!, dividir as suas culpas conosco. Na verdade, tudo bem pensado, foi ainda mais grave: a presidente nos tomou a todos como corruptos — os brasileiros no geral.
Ao falar sobre o que é preciso para coibir a ladroagem na estatal, disse: “É preciso uma nova consciência, uma nova cultura, fundada em valores éticos profundos. Ela tem de nascer dentro da cada lar, dentro de cada escola, dentro da alma de cada cidadão e ir ganhando de forma absoluta as instituições”.
Com a devida vênia, a presidente enlouqueceu. Retiro. Esse discurso não tem né pé nem cabeça nas nuvens. Tem é os dois pés no chão e as duas mãos também. Quer dizer que há fatores, digamos, antropológicos e socioculturais que explicam os desvios praticados por diretores nomeados pelo PT e uma corja de políticos? Dilma está a dizer que o país todo é corrupto e que o que se praticava na Petrobras é a nossa rotina.
É mesmo? Quem nomeou Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró? Foi o cidadão comum, o estudante, a dona de casa, eu, você? A propósito: eles foram nomeados por quê? E aqui cumpre lembrar como esta senhora pretende mudar a cultura brasileira: ela vai dar uma vice-presidência do Banco do Brasil a Anthony Garotinho, candidato derrotado ao governo do Rio pelo PR e com uma extensa, como direi?, ficha na Justiça. O que ele entende do assunto? Por que vai assumir o posto? É a sua especialidade que o conduzirá ao cargo?
A presidente investiu ainda no nacionalismo tosco: “Alguns funcionários da Petrobras, empresa que tem sido e vai continuar sendo o nosso ícone de eficiência, brasilidade e superação, foram atingidos no processo de combate à corrupção. Estamos enfrentando essa situação com destemor e vamos converter a renovação da Petrobras em energia transformadora do nosso país. Temos de punir as pessoas, não destruir as empresas. Temos de saber punir o crime, não prejudicar o país ou sua economia”.
É mesmo? Fale com o mercado, minha senhora! Fale com os investidores. Converse com os acionistas que foram lesados dentro e fora do país. Infelizmente para nós, é mentira que a Petrobras seja um exemplo de eficiência. Ao contrário: a empresa não consegue nem fechar o seu balanço e está virando pó. Infelizmente para nós, é mentira que o que se deu lá seja uma exceção. O que se fez por lá é método.
O presidente do TSE, Dias Toffoli, também discursou. Afirmou: “Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Já conversei com a Corte, e é esta a posição inclusive do nosso corregedor-geral eleitoral. Não há espaço para terceiro turno que possa vir a cassar o voto destes 54,5 milhões de eleitores”.
Certo. Vamos explicar. Não haverá terceiro turno porque não há terceiro turno previsto em lei, certo? Quanto ao mais, diga-se o óbvio: se aparecer algum crime eleitoral que venha a ensejar a perda de mandato, reivindicá-la, deve concordar o ministro Toffoli, não é “terceiro turno”, mas exercício do Estado de Direito. Se o crime aparecer, cassar o mandato é não é “terceiro turno”, mas exercício do Estado de Direito. De resto, a sombra que se projeta sobre o mandato de Dilma não está na esfera eleitoral, mas criminal. A propósito, doutor Toffoli: quando a Câmara dos Deputados aceitou a denúncia contra Fernando Collor por crime de responsabilidade, aquilo foi terceiro turno ou cumprimento da lei e da Constituição?
Por Reinaldo Azevedo - Analista político - Revista VEJA.


Agora eu pergunto: Será que para provar que a culpa da corrupção não é do povo e levar os bandidos à justiça, o cidadão pacífico e honesto deveria pegar em armas para cumprir com as obrigações do Legislativo e do Judiciário???

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Dia do Macarrão!?!? Como assim??????????????

Depois de enganar 51% do eleitorado brasileiro, de conseguir dar o Calote na Lei da Responsabilidade Fiscal,  que se fosse seguida à risca colocaria sua gestão em cheque mate e, depois de dar uma banho nos políticos brasileiros sobre como enganar o povo e sair de heroína, no caso da PETROBRÁS e da Comissão da Verdade (onde só os militares cometeram atrocidades, os Guerrilehiros não...), Dilma institui um importante marco político na história do Brasil... o "Dia do Macarrão"... e EM LEI FEDERAL!!!



Por que não foi o DIA DA PIZZA???

ENGULAM ESSA, ELEITORES DO PT!!!!!!!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

LUTO OFICIAL ... Por quatro anos!!!



Serão quatro anos de tristezas, por entender que prevaleceu o Brasil do Povo mercenário, que se vendeu por uns míseros trocados... Do povo de memória curta e sem Brio no coração... 

De que valeram tantas manifestações para mudar o rumo da nossa história, se quando temos poder, o vendemos por não termos coragem de acreditar em nós mesmos? Por não acreditar que somos capazes de vencer sem a necessidade do assistencialismo eleitoreiro promovido por uma governo incompetente e que se apoia unicamente na miséria de seus eleitores???

Foram doze anos de um governo que desprezou a Saúde, a Educação, o País!!! Por favor, não tentem me convencer de que o que ganhou essas eleições não foram os votos dos menos esclarecidos, daqueles que só conseguem enxergar o "Bolsa x-tudo" depositado no final do mês... E muitos deles nem precisam, mas querem continuar se lambuzando no lamaçal de corrupção em que se tornou a política de nosso país...



Agora, serão mais quatro anos de enfrentamentos. Sim, pois nós, os 48% que queriam mudanças, não vamos deixar o desânimo nos abater...
Eles fizeram uma guerrilha dizendo ser contra a Ditadura... Hoje, Eles são a Ditadura!!!
Mas estamos prontos para a guerra, se preciso for... E mesmo que paire uma nuvem negra sobre nossas cabeças, enfrentaremos com obstinação ao que há de vir...


Por Deus, espero estar enganado em minhas impressões sobre o que virá... Espero que, depois de uma mostra expressiva de que o povo deseja mudanças na política nacional, esse governo volte aos seus conceitos estatutários, às suas crenças originais e passe por uma transformação ética e moral... Porém, até lá, meu coração permanecerá de LUTO!!!




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Qual a melhor Educação? A Culta ou a Materna? E a inteligência Política e Social, onde fica???




“NÓIS MUDEMO”
(Fidêncio Bogo)

            O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém-Brasília rumo a Porto Nacional. Era abril mês de derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum botar defeito. Sob o luar generoso, o cerrado verdejante era um presépio, todo poesia e misticismo.
            Mas minha alma estava profundamente amargurada. O encontro daquela tarde, a visão daquele jovem marcado pelo sofrimento, precocemente envelhecido, a crua recordação de um episódio que parecia tão banal... Tentei dormir, inútil. Meus olhos percorriam a paisagem enluarada, mas nada era para mim mais do que um pano de fundo de um drama estúpido e trágico.
            As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatárias. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.
-         Por que você faltou esses dias todos?
-         É que nóis mudemo onti, fessora. Nóis veio da fazenda.     (Risadinhas da turma)
-         Não se diz “nóis mudemo”, menino! A gente deve dizer: nós mudamos, tá?
-         Tá fessora!
            No recreio, as chacotas dos colegas: Oi, nóis mudemo! Até amanhã, nóis mudemo!
            No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.
-         Pai, não vô mais pra escola!
-         Óxente, modi quê?
            Ouvida a história, o pai coçou a cabeça e disse:
      - Meu fio, num deixa a escola por uma bobagem dessa! Não liga pras gozações da mininada! Logo eles esquece.
            Não esqueceram.
           Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu no resto da semana. Nem na segunda-feira seguinte. Aí me dei conta de que eu nem sabia o nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa. Achei o endereço. Longe, uns dois casebres do bairro. Fui lá uma tarde. O rapazola tinha partido no dia anterior para a casa de um tio no sul do Pará.
-         É professora, meu fio num güentô as gozação da mininada. Eu tentei fazê ele continuá, mas num teve jeito. Ele tava chatiado demais. Bosta de vida! Eu devia de tê ficado na fazenda co’a famia. Na cidade nóis num tem vêis. Nóis fala tudo errado.
            Inexperiente, confusa, sem saber o que dizer, engoli em seco e me despedi.
O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento, ao menos de minha parte.
            Uma tarde, num povoado à beira da Belém-Brasília eu ia pegar o ônibus, quando alguém me chamou. Olhei e vi, acenando para mim, um rapaz pobremente vestido, magro, com a aparência doente.
-         O que é moço?
-         A senhora não se lembra de mim, fessôra?
Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstitui num momento meus longos anos de sacerdócio, digo, de magistério. Tudo escuro.
    - Não me lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama?
            Para tantas perguntas uma resposta lacônica:
-         Eu sou “nóis mudemo”, lembra?
            Comecei a tremer.
-         Sim moço, agora me lembro. Como era mesmo o seu nome?
-         Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa.
-         O que aconteceu com você?
-         O que aconteceu? Ah! Fessôra! É mais fácil dizê o que não aconteceu. Comi o pão que o diabo amassô. E êta diabo bom de padaria! Fui garimpeiro, fui bóia-fria, um “gato” me arrecadou e levou um caminhão pruma fazenda no meio da mata. Lá trabaiei como escravo, passei fome, fui baleado quando consegui fugi. Peguei tudo quanto é doença. Até na cadeia já fui pará. Nóis ignorante às veis fais coisa sem querê fazê. A escola fais uma farta danada. Eu num devia de tê saído daquele jeito, fessôra, mas querê num é fazê, num guentei a gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui falá direito. Ainda hoje não sei.
-         Meu Deus!
            Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu poderia ter sido tão burra e má? E abracei o rapaz que me olhava atarantado.
            O ônibus buzinou com insistência.
            O rapaz afastou de mim suavemente.
-         Chora não fessôra! A senhora não tem curpa.
-         Como? Eu não tenho culpa? Deus do céu!
            Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos como cem flechas vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.
            Hoje tenho raiva da gramática. Eu mudo, tu mudas, nós mudamos, mudaaamooos, mudaaamooos... Super usada, mal usada, abusada, ela é uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e sapato da língua materna – a língua que a criança aprendeu com seus pais, irmãos e colegas – e se torna o terror dos alunos. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, ela reprime e oprime, cobrando centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade.
            E os Lúcios da vida, os milhares de Lúcios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula: “Não é assim que se diz, menino! Como se o professor quisesse dizer: Você está errado! Seus pais estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu! Não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se! Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra!”. E siga desarmado para o matadouro da vida.
 (Texto apresentado para análise, aos alunos do 8º Período de Pedagogia/2014, da UEG - Campus Jaraguá)

     Mas agora eu te pergunto: Se a preservação língua materna no ambiente escolar é a forma ideal para não se expulsar as crianças de origem humilde ou da roça para fora da escola, como educá-los para uma consciência social e política, dever de todo o cidadão, de forma que a eloquência demagógica ou a falácia de nossos nobres Governantes, não os façam sucumbir às delícias da corrupção proporcionada pelo assistencialismo desenfreado???
     Hoje, os alunos não podem reprovar de ano até chegarem à 5ª Série do ensino fundamental e, se chegam lá, muitas vezes têm dificuldades até de escrever o próprio nome. Ler e interpretar um texto então, nem pensar!!! Dessa forma, já estão sendo corrompidos pelo sistema!!!
     Tem sido assim que os políticos, que focam seus esforços na dominação pela falta de educação (não de cultura), se perpetuam nos governos ditos populistas ou populares e democráticos, quando na verdade não passam de uma ditadura socialista que é aplaudida pela ignorância da verdade, plantada nas classes menos favorecidas por um ensino ineficiente, aprovado e divulgado pelos IDEB's da vida como sendo a salvação da sociedade brasileira.

MUDA BRASIL!!!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Inteligência Emocional - Qualidade Pessoal e Profissional

Emoções atrapalham a carreira da geração Y, diz estudo...
 
A falta de inteligência emocional é o principal fator que leva jovens a buscar coaching e aconselhamento de carreira, segundo um estudo recente feito pela consultoria YCoach. O levantamento, que ouviu 102 jovens de 18 a 32 anos, pertencentes às classes A e B, concluiu que  boas escolas, vivência internacional e domínio das competências técnicas não são o suficiente para um ingresso tranquilo da geração Y no mercado de trabalho.

"Eles estudaram em ótimas escolas, tiveram experiências internacionais e possuem uma boa formação do ponto de vista técnico", explica Felipe Maluf, um dos sócios da consultoria. O problema, diz ele, está atrelado às competências emocionais.
"O jovem tem o diploma e a qualificação formal, mas também apresenta muitas fragilidades comportamentais, ligadas à experiência de vida", explica ele.

Ansiosos e com grandes expectativas para suas carreiras, eles têm dificuldade em enxergar seus próprios objetivos e anseios profissionais. Não por acaso, a falta de clareza quanto aos próximos passos da carreira, mencionada por 23% dos entrevistados pelo levantamento, é a maior dificuldade dos jovens. O desejo de se realizar profissionalmente vem em seguida, citado por 21%. "O problema é que o jovem não percebe que realização profissional é uma construção a longo prazo, que só é possível vivenciar depois de passar por muitas etapas", afirma Maluf.

Fonte: Portal Exame/Carreira

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Falecimento do Acadêmico de Pedagogia Marco Aurélio Gonçalves dos Santos



É com grande pesar que lamentamos o falecimento do acadêmico de Pedagogia Marco Aurélio Gonçalves dos Santos, o Ex-vereador Marquinhos.

Turma de Pedagogia 2012 - UEG Jaraguá
Colega sempre pronto para atender as demandas da sociedade, como acadêmico atuou ativamente na luta pela socialização dos Portadores de Necessidades Especiais, principalmente os de mobilidade, promovendo palestras motivacionais e de conscientização aos alunos da UEG, bem como, politicamente, direcionou sua força para buscar conquistas que, sem uma sociedade atuante, não viriam somente pela vontade de nossos legisladores e gestores. Se posicionou frente aos vereadores e Prefeito de Jaraguá, em uma busca incessante por essas conquistas e junto à Reitoria da UEG, pelejando pela aplicação da Lei de Acessibilidade nos recintos de nossa Universidade e em todos os outros Campus.
Diretoria do DA Prof. Paulo Freire - Entrevista com Zilomar da Código Z
Com essa atuação, em comum esforço com o Diretório Acadêmico Professor Paulo Freire e com pleno apoio do Diretor da UEG - Campus Jaraguá, Dr. Osmar Domingos de Barros, foram assinados, no âmbito da UEG, as Ordens de Serviço para a construção da Rampa de Acessibilidade ao segundo pavimento do prédio, para as reformas estruturais dos banheiros nos dois pisos, para a ampliação e readequação dos laboratórios de Ciências Contábeis, Pedagogia e Mídias, além da construção de um novo auditório projetado dentro dos preceitos da acessibilidade e de outras necessidades que são prementes para o melhor desenvolvimento do processo acadêmico.


Jovem e amigo, nos deixa de forma trágica, abrindo uma laguna no seio da comunidade acadêmica de Jaraguá.

Que Deus te receba em seus braços meu amigo!!! E que o Espírito Santo console sua família nesse momento de dor e saudade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A Bicentenária Jaraguá tem um legado histórico precioso...

         
bico de pena de burchel

Jaraguá é uma cidade nascida no ciclo do ouro em Goiás, mas a data do início de seu povoamento foi motivo de polêmicas. Enquanto alguns apontavam os anos de 1727 a 1729, outros diziam ser 1731 a 1732, sendo estas datas todas oriundas da oralidade, sem nenhuma comprovação dos fatos.

Nos anos de 1996, o escritor e pesquisador Paulo Bertran lança o livro: Notícia Geral da Capitania de Goiás e a obra publica um documento histórico inédito na historiografia goiana, chamado “Descripção da Capitania de Goyaz e tudo o que nella hé notável te o anno de 1783” encontrado nos arquivos da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.

Em relação a Jaraguá, o documento diz que o Arraial do Córrego do Jaraguá foi descoberto em 1736 por pretos faiscadores. Este valioso acervo histórico foi publicado em 20/7/l.783, e encontra-se no terceiro andar Sessão de Manuscritos da Imperatriz Tereza Cristina, sob códice 16.3.2 na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e sua “microfilmagem” na Secretaria Municipal da Educação de Jaraguá, estando à disposição dos interessados para verificação.

Com a exploração das jazidas auríferas iniciou-se o povoamento, surgindo às primeiras habitações, definindo-se as ruas e a construção de uma capela sob a evocação de São José e Nossa Senhora da Penha.
 
Ao lado da exploração do ouro houve a formação de sítios e fazendas para a produção de alimentos a fim de atender a população daquelas minas. No final do século XVIII já havia no Arraial do Córrego do Jaraguá, engenhos que produziam aguardentes para a comercialização. Nesta época, o Arraial possuiu um considerado crescimento agrícola.

No início do século XIX, em virtude da diversificação da economia, o arraial se encontrava entre os prósperos arraiais da Capitania de Goiás. Viajantes europeus como J.Emmanuel Pohl, August de Saint’Hilaire que visitaram o Arraial, o apontaram como populoso e quase do mesmo tamanho que Meia Ponte (Cabeça do Julgado).

O Arraial do Córrego do Jaraguá, atual Jaraguá, pertencia, ao tempo da “Notícia Geral”, ao Julgado de Meia Ponte. Nascida com a mineração, experimentaria grande crescimento como centro de colonização agrícola do Mato Grosso goiano desde fins do século XVIII.

Em 1833 através do Decreto Nº. 8 de 1º de julho, o Arraial do Córrego do Jaraguá é elevado à categoria de Vila com a mesma denominação.

Pela localização próxima à estrada que conduzia ao Rio de Janeiro e a Capital da Província Vila Boa, Jaraguá era um ponto de passagem para várias direções e, este fator, também colaborou para sua prosperidade. Jaraguá recebeu imigrantes de outras regiões da Província de Goiás, principalmente antigos centros mineradores que entraram em decadência. Isto contribuiu para o desenvolvimento da Vila, pois, os descendentes desses imigrantes tiveram um papel importante na condução da vida econômica, social e política de Jaraguá no decorrer do século XIX.

Em 25 de julho de 1882, a Vila de Nossa Senhora da Penha de Jaraguá eleva-se à categoria de cidade através da resolução 666, emancipando-se de Meia Ponte (Pirenópolis).

No século XX, com o surgimento da “modernidade”, o Governo Federal estabelece metas que visavam a ocupação do Centro-oeste, brasileiro tais como: abertura de novas estradas, abertura da ferrovia no sudeste do estado e a construção de Goiânia a nova Capital do Estado.

A marcha para o oeste, a maior procura de terras agricultáveis, a implantação da Colônia Agrícola Nacional que resultou no surgimento das cidades de Ceres e Rialma e por último, a construção da Capital Federal (Brasília) proporcionaram um impulso desenvolvimentista no município. A produção econômica alterou-se substancialmente, voltando-se mais para a comercialização da produção. Assim, a partir da década de 1940 houve um crescimento urbano significativo.

No início da década de 1960 Jaraguá sentiu os impactos decorrentes da construção da BR-153, mudando o ritmo de seu crescimento, ganhando oportunidades para ocupar o papel de núcleo comercial, dinamizando sua expansão urbana.

No final dos anos 70 a cidade de Jaraguá vê crescer o domínio das máquinas, elevando-a ao título de Capital das Confecções.

O Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Jaraguá desenvolveu em 2.011, um estudo embasado nos trabalhos do pesquisador goiano Paulo Bertran, visando oficializar uma data de fundação para Jaraguá, visto que a mesma configurava-se nos meios de comunicação constando apenas a data de emancipação política, 1882, quando na verdade, Jaraguá é bicentenária, oriunda do Ciclo do Ouro, e este ano,em 29 de julho de 2011, completará 275 anos.

Assim, no dia 21 de junho de 2011, a augusta e respeitável casa de leis, devolve à nossa lendária terra a sua verdadeira identidade.


ciclo da mineracao
Jaraguá, descoberta em 1.736 por pretos faiscadores



joaquim xavier curado
Gen. Joaquim Xavier Curado - Criador do Exército Brasileiro era goiano de Jaraguá

Texto de Maria Helena de Amorim Romacheli (Historiadora e membro do IHGG) publicado no Jornal Diário da Manha no dia, 13/02/2012 – Editoria Opinião Pública – Ano 31 – nº 8.903:

"Tentando fazer justiça à memória do mais notável goiano, Joaquim Xavier Curado, esclarecendo sua origem natal, tento neste texto, alinhar provas de que ele nasceu em Jaraguá e não em Pirenópolis.

1) O sobrinho do General Curado, que leva o nome de seu irmão, Inácio Soares de Bulhões, nascido em Jaraguá em 1819, fundou o segundo jornal goiano A Província de Goyaz. No dia 25.08.1870, publicou: "…Jaraguá deu a luz ao primeiro general goiano, marques de S. João da Duas Barras, Joaquim Xavier Curado… e de quem o general Raimundo José da Cunha Mattos, visitava sempre em sua casa, e recorda em preciosa memória…”.

2) O general Raimundo José da Cunha Mattos, português, foi transferido para esta província como governador das armas, homem culto e de visão, promoveu em 1823-1824, o primeiro censo da região, cuja parte se referindo a Jaraguá, consta na página 123 do livro História de Jaraguá. Esse general, como vimos, amigo intimo do general Curado, havia narrado em livros, o cotidiano da província e, na publicação intitulada Itinerário do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão pelas Províncias de Minas Gerais e Goyaz – 1836, à página 321, do segundo tomo, escreveu: “…Homens ilustres de cada arraial:… general Joaquim Xavier… natural do Córrego do Jaraguá). À página 148 do primeiro tomo, repete, com a seguinte citação: “Jaraguá… onde também nasceu o exmo, tenente-general Joaquim Xavier Curado.”

3) Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, no seu texto do Annuario Histórico, Geográfico e Descriptivo do Estado de Goyas, publicado em 1910, escreve: “Jaraguá ufana-se de haver sido o berço de goianos ilustres… dentre os filhos deste abençoado recanto da nobre terra goyana, destaca-se no azul da história, a figura homérica de Joaquim Xavier Curado…”

4) Do pároco de Corumbá, em 1827: escreve sobre o cunhado do general e seu filho, ao mandar um atestado ao imperador: “Atesto com juramento…que Antônio José Abrunhosa Campos… que foram os primeiros moradores dos arraias de Meia Ponte o seu bisavô tenente-general Clemente da Costa Abreu e, seu avô José Gomes Curado, de Jaraguá”. Portanto ele era bisneto do primeiro morador de Meia Ponte e neto do primeiro morador de Jaraguá.

Diante de tantas evidências documentais, para orgulho dos goianos seus conterrâneos, certo está, que Joaquim Xavier Curado, nasceu em Jaraguá. É um grande goiano que merece sua história ser bem contada e será ainda reverenciado e conhecido por todos.

Essa polêmica entre o general Joaquim Xavier Curado nascido de Jaraguá ou Meia Ponte é extremamente positiva, contrariando as opiniões de muitos. Torna o personagem conhecido pelos goianos que na história deixam-no em patamar inferior ao que faz jus. É um goiano com importância de Tiradentes. Tem um ditado que diz que o ovo da galinha é menos nutritivo que o ovo da pata, mas é mais usado porque ao botar, grita e faz um escarcéu enquanto que a pata retorna em silêncio ao ninho, ela faz propaganda.

Os goianos têm que divulgar, ensinar nas escolas, internet, comemorar o seu dia 2/12/1746, etc, enfim, ter orgulho de seu herói. O Jornal Diário da Manhã, tem dado uma grande contribuição, não negando jamais divulgar matérias a ele dirigidas e tendo sempre as suas próprias. Quanto a ser general de Jaraguá já não há dúvida.

Não existe essa de Jaraguá pertencer a Meia Ponte, ambas nasceram na segunda década do século XVIII, ambas eram arraiais só vindo a se tornar Vilas em 1832 e 1833 depois do general já ter morrido e já um século e meio depois 1856, 1882 passaram a condição de cidade.
Ser freguesia de Meia Ponte como diz o batistério do herói, significa que na época Jaraguá era freguesa da igreja pois só havia um padre para atender toda a região: nada a ver com o distrito político geográfico."

Fonte: http://jaragua.go.gov.br/quem-somos/

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Luto

 
Lamento profundamente o falecimento do Governador Eduardo Campos.
O Brasil perde um dos expoentes da atual política nacional, que poderia, com sua competência, personalidade e carisma, provocar mudanças significativas nos moldes da gestão pública brasileira. Que Deus o receba em seus braços e que Jesus e o Espírito Santo consolem a sua família.
 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Livro de Lobão fala sobre Cultura e Brasilidade... Deu água na boca!!!




O mais novo livro do cantor Lobão é uma bomba. Até aí não é grande novidade, o cantor não é conhecido pela cordialidade nas letras de suas canções, nem mesmo no que tange ao tratamento dispensado a outros artistas. Na verdade, o mais importante desse livro talvez não seja seu caráter espetaculoso, mas a coerência e o rigor com que o artista instiga e diverte o leitor.
Antes, porém, falemos do tipo textual do manifesto – isso é importante para o entendimento da obra que ora se apresenta. O livro é, em alguma medida, um reflexo de uma longa tradição entre os artistas – a redação de um manifesto. Esse tipo de texto, muito comum no final do século XIX até a primeira metade do século XX, foi fundamental para o entendimento das Humanidades com relação à prática artística da língua, ou seja, da prática literária. Para aqueles que viriam a ser conhecidos como pré-modernistas e modernistas, o manifesto servia como uma carta de princípios sobre o entendimento deles do que seria arte. No Brasil, isso virou uma verdadeira obsessão, pois temos manifestos consecutivos até meados dos anos 1960 – para saber mais sobre isso, procurem o conhecido livro de Gilberto Mendonça Telles, um imortal da ABL que realmente trabalha em prol da cultura nacional.
 
Oswald de Andrade – se soubesse de sua importância para o futuro do Brasil, teria ficado somente com a cachaça.
Há um outro dado importante com relação aos manifestos – todos eles foram marginalizados por acadêmicos e artistas em sua época para depois (ou seja, nos dias de hoje) serem tratados como textos canonizados pelas universidades que estudam os problemas estéticos. Em minhas andanças pelo meio universitário, ministrei cursos sobre os Manifestos europeus e brasileiros com o fim de explicar exatamente o nocivo processo de canonização desses textos. Creio que meus alunos, nesse período, aprenderam ao menos a olhar os manifestos e suas consequências com certa desconfiança, o que é bom para a evolução das Humanidades. Porém, aqui não é lugar para academicismos e sim para um comentário malemolente sobre os escritos do Maldito…

O manifesto de Lobão aponta para um inimigo – Oswald de Andrade. Para quem não conhece, Oswald é o pai do Modernismo Brasileiro (e avô da Tropicália e de outros movimentos na música), foi o artista que mais escreveu manifestos naquele período e uma das estrelas da década de 1920 na literatura, além de boêmio, pegador e outras características não muito politicamente corretas. O Oswald atacado por Lobão é o heroico Oswald, aquele que ele viria a se tornar após o estardalhaço que foi o Modernismo no Brasil. Para Lobão, esse Oswald é responsável por todo o tipo de mal que existe hoje na intelligentsia da nação. O autor define essa intelligentsia em vários níveis – político, econômico, cultural, acadêmico – e, para ele, todos os níveis apresentam um congelamento cujo grande herói solar é Oswald de Andrade.



Se Oswald é uma espécie de Pedro da formação cultural brasileira, este é o Evangelho – Macunaíma, de Paulo, ops, Mario de Andrade.
“Oswald de Andrade é o herói do quê?!” – o leitor incrédulo pode perguntar. E trata-se de uma pergunta justa, pois nosso país sofre de uma carência enorme de heróis no sentido amplo do termo e, normalmente, nossos heróis são importados de outros países e/ou linguagens – quase uma imposição do outro em nossas mentes. A oportuna visão heroica do Papa nessa visita ao Brasil é o exemplo cabal do sistema de heroicidade que compartilhamos. Aliás, este site é também prova cabal do argumento, mas Lobão insiste que até esse fenômeno tem como herói principal Oswald de Andrade.

O autor defende a ideia de que a “brasilidade” defendida por Oswald é um dos maiores erros que foram cometidos ao país durante o século XX. Oswald entendia a brasilidade como o culto à preguiça, o elogio à malandragem, o aproveitamento da corrupção como algo positivo, a antropofagia cultural como desculpa a todo tipo de plagiário (mas visto de maneira positiva, como algo grandioso), o preconceito velado como signo de decência, a indistinção do que é próprio e do que é alheio. Enfim, Oswald elogia tudo aquilo que compõe a grandiosa nação brasileira, colocando todos os seus caracteres negativos como algo positivo, distintivo da nação. Quase um século depois, Lobão pode afirmar que isso não é nada positivo, aliás, por mais que não queira, ele é obrigado a concordar com Sérgio Buarque de Hollanda e seu Raízes do Brasil. Para o cantor/autor, o problema é ainda mais grave, pois essas características não são mais vistas como algo negativo e danoso – elas se espalharam de tal forma na cultura brasileira que é possível que vejamos como a verdadeira identidade nacional: negativa, danosa e contrária a seus próprios irmãos brasileiros.


O manifesto de Lobão aborda tanto a política de Brasília quanto a política ordinária dos tratamentos interpessoais. Aparentemente, todas as organizações sofrem com a malandragem vista como algo positivo, com leis que são reinterpretadas ao bel prazer (como a lei de incentivo à cultura, ou a lei de incentivo a novos artistas) para que tudo continue da mesma forma que antes – os medalhões recebendo dinheiro do Governo (isenção de impostos é dinheiro do Governo sem burocracia, não sejamos estúpidos) e os novos artistas tendo de fazer das tripas coração para conseguir cantar numa churrascaria ou expor livros no porão de um museu. Nas palavras de Lobão, a situação é tão escrota que, na época em que ele iniciou uma gravadora, outros artistas (dentre eles, Caetano Veloso e Gilberto Gil) diziam que seria impossível a criação de um selo independente nas terras brasileiras. Lobão mostrou aos filhos de Oswald – os dois diziam-se herdeiros da antropofagia – que não só era possível como era uma importante solução para vários eixos – tornar-se independente, além de ser uma árdua tarefa, é, em alguma medida, mostrar àqueles que acreditam no Mercado que há uma saída: arregaçar as mangas pra arregaçar as pregas dessa lógica mercantil.




O livro é dividido, então, em oito partes. Nele, temos poesia, crônica, a relação entre o artista e “A Liga”, uma análise sobre o rock brasileiro, uma tirada sobre o RAP e uma carta-resposta ao “Manifesto Antropofágico”, de Oswald. Apesar de a resposta propriamente dita a Oswald só se apresentar no último capítulo do livro, o fantasma do modernista nos é apresentado no prefácio e segue caminho pelas mais de 200 páginas. A antropofagia como bem cultural do brasileiro é simplesmente demolida pelo autor que convenciona a “brasilidade” a um projeto por vir – tal qual já havia feito por José de Alencar, Machado de Assis, Sérgio Buarque de Hollanda, João Cezar de Castro Rocha e tantos outros. Lobão, no entanto, estabelece a diferença – aqui há uma brasilidade a ser combatida para a formação de uma nova identidade nacional, nossa primeira formação de uma identidade se deu pelo estardalhaço e pela corrupção que é inerente a todo o brasileiro, detectado o problema, juntemos as mãos e façamos diferente…
Ficha Técnica:
Título – Manifesto do Nada na Terra do Nunca
Autores – Lobão
Número de páginas – 248
Editora – Nova Fronteira

Fonte: http://www.iluminerds.com.br/literatos-manifesto-do-nada-na-terra-do-nunca-de-lobao/ - acesso em 30/07/2014