| Emoções atrapalham a carreira da geração Y, diz estudo... |
A falta de
inteligência emocional é o principal fator que leva jovens a buscar
coaching e aconselhamento de carreira, segundo um estudo recente feito
pela consultoria YCoach. O levantamento, que ouviu 102 jovens de 18 a 32
anos, pertencentes às classes A e B, concluiu que boas escolas,
vivência internacional e domínio das competências técnicas não são o
suficiente para um ingresso tranquilo da geração Y no mercado de
trabalho.
"Eles estudaram em ótimas escolas, tiveram experiências internacionais e possuem uma boa formação do ponto de vista técnico", explica Felipe Maluf, um dos sócios da consultoria. O problema, diz ele, está atrelado às competências emocionais. "O jovem tem o diploma e a qualificação formal, mas também apresenta muitas fragilidades comportamentais, ligadas à experiência de vida", explica ele. Ansiosos e com grandes expectativas para suas carreiras, eles têm dificuldade em enxergar seus próprios objetivos e anseios profissionais. Não por acaso, a falta de clareza quanto aos próximos passos da carreira, mencionada por 23% dos entrevistados pelo levantamento, é a maior dificuldade dos jovens. O desejo de se realizar profissionalmente vem em seguida, citado por 21%. "O problema é que o jovem não percebe que realização profissional é uma construção a longo prazo, que só é possível vivenciar depois de passar por muitas etapas", afirma Maluf. Fonte: Portal Exame/Carreira |
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Inteligência Emocional - Qualidade Pessoal e Profissional
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Falecimento do Acadêmico de Pedagogia Marco Aurélio Gonçalves dos Santos
É com grande pesar que lamentamos o falecimento do acadêmico de Pedagogia Marco Aurélio Gonçalves dos Santos, o Ex-vereador Marquinhos.
Colega
sempre pronto para atender as demandas da sociedade, como acadêmico
atuou ativamente na luta pela socialização dos Portadores de
Necessidades Especiais, principalmente os de mobilidade, promovendo
palestras motivacionais e de conscientização aos alunos da UEG, bem
como, politicamente, direcionou sua força para buscar conquistas que,
sem uma sociedade atuante, não viriam somente pela vontade de
nossos legisladores e gestores. Se posicionou frente aos vereadores e
Prefeito de Jaraguá, em uma busca incessante por essas conquistas e
junto à Reitoria da UEG, pelejando pela aplicação da Lei de
Acessibilidade nos recintos de nossa Universidade e em todos os outros
Campus.
Com
essa atuação, em comum esforço com o Diretório Acadêmico Professor
Paulo Freire e com pleno apoio do Diretor da UEG - Campus Jaraguá, Dr.
Osmar Domingos de Barros, foram assinados, no âmbito da UEG, as Ordens
de Serviço para a construção da Rampa de Acessibilidade ao segundo
pavimento do prédio, para as reformas estruturais dos banheiros nos dois
pisos, para a ampliação e readequação dos laboratórios de Ciências
Contábeis, Pedagogia e Mídias, além da construção de um novo auditório
projetado dentro dos preceitos da acessibilidade e de outras
necessidades que são prementes para o melhor desenvolvimento do processo
acadêmico.
Jovem e amigo, nos deixa de forma trágica, abrindo uma laguna no seio da comunidade acadêmica de Jaraguá.
Que Deus te receba em seus braços meu amigo!!! E que o Espírito Santo console sua família nesse momento de dor e saudade.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
A Bicentenária Jaraguá tem um legado histórico precioso...
Jaraguá é uma cidade nascida no ciclo do ouro em Goiás, mas a data do início de seu povoamento foi motivo de polêmicas. Enquanto alguns apontavam os anos de 1727 a 1729, outros diziam ser 1731 a 1732, sendo estas datas todas oriundas da oralidade, sem nenhuma comprovação dos fatos.
Nos anos de 1996, o escritor e pesquisador Paulo Bertran lança o livro: Notícia Geral da Capitania de Goiás e a obra publica um documento histórico inédito na historiografia goiana, chamado “Descripção da Capitania de Goyaz e tudo o que nella hé notável te o anno de 1783” encontrado nos arquivos da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.
Em relação a Jaraguá, o documento diz que o Arraial do Córrego do Jaraguá foi descoberto em 1736 por pretos faiscadores. Este valioso acervo histórico foi publicado em 20/7/l.783, e encontra-se no terceiro andar Sessão de Manuscritos da Imperatriz Tereza Cristina, sob códice 16.3.2 na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e sua “microfilmagem” na Secretaria Municipal da Educação de Jaraguá, estando à disposição dos interessados para verificação.
Com a exploração das jazidas auríferas iniciou-se o povoamento, surgindo às primeiras habitações, definindo-se as ruas e a construção de uma capela sob a evocação de São José e Nossa Senhora da Penha.
Ao lado da exploração do ouro houve a formação de sítios e fazendas para a produção de alimentos a fim de atender a população daquelas minas. No final do século XVIII já havia no Arraial do Córrego do Jaraguá, engenhos que produziam aguardentes para a comercialização. Nesta época, o Arraial possuiu um considerado crescimento agrícola.
No início do século XIX, em virtude da diversificação da economia, o arraial se encontrava entre os prósperos arraiais da Capitania de Goiás. Viajantes europeus como J.Emmanuel Pohl, August de Saint’Hilaire que visitaram o Arraial, o apontaram como populoso e quase do mesmo tamanho que Meia Ponte (Cabeça do Julgado).
O Arraial do Córrego do Jaraguá, atual Jaraguá, pertencia, ao tempo da “Notícia Geral”, ao Julgado de Meia Ponte. Nascida com a mineração, experimentaria grande crescimento como centro de colonização agrícola do Mato Grosso goiano desde fins do século XVIII.
Em 1833 através do Decreto Nº. 8 de 1º de julho, o Arraial do Córrego do Jaraguá é elevado à categoria de Vila com a mesma denominação.
Pela localização próxima à estrada que conduzia ao Rio de Janeiro e a Capital da Província Vila Boa, Jaraguá era um ponto de passagem para várias direções e, este fator, também colaborou para sua prosperidade. Jaraguá recebeu imigrantes de outras regiões da Província de Goiás, principalmente antigos centros mineradores que entraram em decadência. Isto contribuiu para o desenvolvimento da Vila, pois, os descendentes desses imigrantes tiveram um papel importante na condução da vida econômica, social e política de Jaraguá no decorrer do século XIX.
Em 25 de julho de 1882, a Vila de Nossa Senhora da Penha de Jaraguá eleva-se à categoria de cidade através da resolução 666, emancipando-se de Meia Ponte (Pirenópolis).
No século XX, com o surgimento da “modernidade”, o Governo Federal estabelece metas que visavam a ocupação do Centro-oeste, brasileiro tais como: abertura de novas estradas, abertura da ferrovia no sudeste do estado e a construção de Goiânia a nova Capital do Estado.
A marcha para o oeste, a maior procura de terras agricultáveis, a implantação da Colônia Agrícola Nacional que resultou no surgimento das cidades de Ceres e Rialma e por último, a construção da Capital Federal (Brasília) proporcionaram um impulso desenvolvimentista no município. A produção econômica alterou-se substancialmente, voltando-se mais para a comercialização da produção. Assim, a partir da década de 1940 houve um crescimento urbano significativo.
No início da década de 1960 Jaraguá sentiu os impactos decorrentes da construção da BR-153, mudando o ritmo de seu crescimento, ganhando oportunidades para ocupar o papel de núcleo comercial, dinamizando sua expansão urbana.
No final dos anos 70 a cidade de Jaraguá vê crescer o domínio das máquinas, elevando-a ao título de Capital das Confecções.
O Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Jaraguá desenvolveu em 2.011, um estudo embasado nos trabalhos do pesquisador goiano Paulo Bertran, visando oficializar uma data de fundação para Jaraguá, visto que a mesma configurava-se nos meios de comunicação constando apenas a data de emancipação política, 1882, quando na verdade, Jaraguá é bicentenária, oriunda do Ciclo do Ouro, e este ano,em 29 de julho de 2011, completará 275 anos.
Assim, no dia 21 de junho de 2011, a augusta e respeitável casa de leis, devolve à nossa lendária terra a sua verdadeira identidade.
Texto de Maria Helena de Amorim Romacheli (Historiadora e membro do IHGG) publicado no Jornal Diário da Manha no dia, 13/02/2012 – Editoria Opinião Pública – Ano 31 – nº 8.903:
"Tentando fazer justiça à memória do mais notável goiano, Joaquim Xavier Curado, esclarecendo sua origem natal, tento neste texto, alinhar provas de que ele nasceu em Jaraguá e não em Pirenópolis.
1) O sobrinho do General Curado, que leva o nome de seu irmão, Inácio Soares de Bulhões, nascido em Jaraguá em 1819, fundou o segundo jornal goiano A Província de Goyaz. No dia 25.08.1870, publicou: "…Jaraguá deu a luz ao primeiro general goiano, marques de S. João da Duas Barras, Joaquim Xavier Curado… e de quem o general Raimundo José da Cunha Mattos, visitava sempre em sua casa, e recorda em preciosa memória…”.
2) O general Raimundo José da Cunha Mattos, português, foi transferido para esta província como governador das armas, homem culto e de visão, promoveu em 1823-1824, o primeiro censo da região, cuja parte se referindo a Jaraguá, consta na página 123 do livro História de Jaraguá. Esse general, como vimos, amigo intimo do general Curado, havia narrado em livros, o cotidiano da província e, na publicação intitulada Itinerário do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão pelas Províncias de Minas Gerais e Goyaz – 1836, à página 321, do segundo tomo, escreveu: “…Homens ilustres de cada arraial:… general Joaquim Xavier… natural do Córrego do Jaraguá). À página 148 do primeiro tomo, repete, com a seguinte citação: “Jaraguá… onde também nasceu o exmo, tenente-general Joaquim Xavier Curado.”
3) Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, no seu texto do Annuario Histórico, Geográfico e Descriptivo do Estado de Goyas, publicado em 1910, escreve: “Jaraguá ufana-se de haver sido o berço de goianos ilustres… dentre os filhos deste abençoado recanto da nobre terra goyana, destaca-se no azul da história, a figura homérica de Joaquim Xavier Curado…”
4) Do pároco de Corumbá, em 1827: escreve sobre o cunhado do general e seu filho, ao mandar um atestado ao imperador: “Atesto com juramento…que Antônio José Abrunhosa Campos… que foram os primeiros moradores dos arraias de Meia Ponte o seu bisavô tenente-general Clemente da Costa Abreu e, seu avô José Gomes Curado, de Jaraguá”. Portanto ele era bisneto do primeiro morador de Meia Ponte e neto do primeiro morador de Jaraguá.
Diante de tantas evidências documentais, para orgulho dos goianos seus conterrâneos, certo está, que Joaquim Xavier Curado, nasceu em Jaraguá. É um grande goiano que merece sua história ser bem contada e será ainda reverenciado e conhecido por todos.
Essa polêmica entre o general Joaquim Xavier Curado nascido de Jaraguá ou Meia Ponte é extremamente positiva, contrariando as opiniões de muitos. Torna o personagem conhecido pelos goianos que na história deixam-no em patamar inferior ao que faz jus. É um goiano com importância de Tiradentes. Tem um ditado que diz que o ovo da galinha é menos nutritivo que o ovo da pata, mas é mais usado porque ao botar, grita e faz um escarcéu enquanto que a pata retorna em silêncio ao ninho, ela faz propaganda.
Os goianos têm que divulgar, ensinar nas escolas, internet, comemorar o seu dia 2/12/1746, etc, enfim, ter orgulho de seu herói. O Jornal Diário da Manhã, tem dado uma grande contribuição, não negando jamais divulgar matérias a ele dirigidas e tendo sempre as suas próprias. Quanto a ser general de Jaraguá já não há dúvida.
Não existe essa de Jaraguá pertencer a Meia Ponte, ambas nasceram na segunda década do século XVIII, ambas eram arraiais só vindo a se tornar Vilas em 1832 e 1833 depois do general já ter morrido e já um século e meio depois 1856, 1882 passaram a condição de cidade.
Ser freguesia de Meia Ponte como diz o batistério do herói, significa que na época Jaraguá era freguesa da igreja pois só havia um padre para atender toda a região: nada a ver com o distrito político geográfico."
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