terça-feira, 31 de julho de 2018

O Pneu furou... A Roda Morreu

Programa Roda Viva - A nova Wikipédia televisada


A prova de que o Programa Roda Viva deixou de lado seus fundamentos básicos e partiu para o fisiologismo ficou explícito na entrevista de ontem, onde o presidenciável Jair Bolsonaro foi arguido não de forma a se apresentar a personalidade ou a ideologia pessoal e política do entrevistado, mas sim na intenção de desqualificá-lo como possível Presidente do Brasil... LAMENTÁVEL...

Ou com diria Bóris Casói: ISSO É UMA VERGONHA!!!

Segue declarações do Ex-Âncora do programa, Augusto Nunes.


Augusto Nunes denuncia pressão política no Roda Viva

O jornalista Augusto Nunes, que ancorou o Roda Viva até março, decidiu não renovar seu contrato com a TV Cultura em razão da pressão política feita pelos conselheiros da emissora mantida pelo governo de São Paulo. 

Nunes contou, em entrevista ao canal do também jornalista Marcelo Bonfá no Youtube, que o conselho curador forçava nomes tanto para serem os entrevistados quanto para realizarem as entrevistas. 

“Havia uma pressão para que a gente começasse a convidar políticos amigos dos conselheiros. Eu deixava a escolha dos entrevistadores para a produção. Só queria jornalistas independentes, que formulassem perguntas objetivas. Mas eles [conselheiros] começaram a sugerir nomes, a fazer pressão. O conselho da Cultura tem um bando de gente que passa o dia por lá. Porque eles são aposentados, têm tempo de sobra, ficam ali só fazendo fofoca.” 

Nunes disse que procurou o presidente da Cultura, Marcos Mendonça. 

“Eu disse a ele o seguinte: ‘Quero saber como vai ser esse ano.’ Questionei se o jornalismo ia voltar a ter controle sobre o Roda Viva ou se essa pressão ia continuar. [Mendonça disse:] ‘Olha, esse ano é eleitoral, eu devo dizer que vai piorar.” 

Uma das pressões, segundo Nunes, foi para que ministros fossem entrevistados. 

“Falavam: ‘Tem que chamar o ministro da Educação [José Mendonça Filho], o das Comunicações [Gilberto Kassab], o da Saúde [Ricardo Barros]’. [Eu argumentava:] ‘Mas nós já chamamos, eles vieram aqui quando assumiram’. ‘É, mas são compromissos…’. Eles vêm aqui para se elogiarem, todos querem dizer que fizeram um grande trabalho, e depois vão se candidatar.” 

Para Nunes, o conselho usa o Roda Viva como palanque político para seus camaradas. 

“Alguns conselheiros diziam que só ia gente que não era de esquerda. Mas foram vários de esquerda, todos bem tratados. Outros só não foram porque recusaram. O Lula e a Dilma [Rousseff], por exemplo, eu convidava todo mês. Convidei durante anos, eles nunca quiseram ir.” 

Pressionado, Nunes decidiu pular fora do programa. 

“Falei: ‘Eu não quero mais, não. Topo fazer as entrevistas com os ministros, mas minha última data eu quero para mim’.” 

Ele então convidou o juiz Sergio Moro para a sabatina que marcou sua despedida e o Roda Viva bateu seu recorde de audiência. 

“Eu gosto de ficar em qualquer cargo pelo tempo de um mandato político, porque você vai se desgastando naturalmente por episódios assim. Eu me livrei dessas pressões que nunca tolerei, e que já posso dispensar a essa altura da vida. Porque ninguém é de ferro.” 

Nunes lembrou o recado que mandou no ar em sua despedida. 

“Mandei meu recado: ‘Espero que o programa continue seguindo a rota do jornalismo independente’. Porque é uma rota perigosa, mas é a única que leva a um bom porto. Eu fiz a advertência. Se o Roda Viva seguir, ele sobrevive; senão, ele morre.” 

Com Ricardo Lessa em lugar de Nunes, o Roda Viva seguiu a rota da Wikipedia.

Ricardo Lessa - Programa Roda Viva


Fonte: O Antagonista - 31/07/2018

sábado, 21 de julho de 2018

Justiça igual para todos???



Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio do Rio, preso pela Lava Jato sob acusação de desviar pelo menos R$ 3 milhões do Sesc e do Senac do Rio : no dia 30 de maio, Diniz apresentou ao STF pedido para ser solto - o habeas corpus foi concedido por Gilmar Mendes no dia seguinte;

Bem... Quase todos...

Diogo Abreu, preso em São Paulo sob acusação de roubar um celular e uma carteira : seu pedido de habeas corpus chegou ao gabinete de Gilmar Mendes 15 dias antes do de Orlando Diniz - a solicitação nem sequer foi julgada.


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Lindberg - O doido



Lindbergh Farias esperneia no Twitter contra a decisão da juíza Carolina Lebbos de vetar a participação do inelegível Lula como presidenciável em entrevistas e sabatinas.

“Quem essa cidadã pensa que é? Quando é que ela passou a decidir no lugar do TSE? Esse ativismo de toga passou de todos os limites!”

“Juíza Carolina, a sua decisão é política, arbitrária, imoral. Nós vamos registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto e vamos ganhar as eleições no voto, na urna, porque cada violência cometida por vocês só fortalece nossa luta por democracia e justiça!”

Só uma pergunta (ou duas)... por quê o Lula Molusco ainda não foi para um PRESÍDIO??? E quem o Lindinho pensa que é??? Ilegal é essa esquerda HIPÓCRITA e QUADRILHEIRA abrir a boca para denegrir a imagem daqueles que labutam para que a LEI SEJA PARA TODOS!!!

Fonte: O Antagonista - 12.07.18 08:52 - <https://www.oantagonista.com/brasil/lindbergh-acusa-juiza-de-cometer-violencia/#comment-2277533>

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Eu, Robô... Na guerra, a culpa é de quem???

Robôs assassinos, a nova ameaça

Fonte: Outras Palavras, 05/07/2018
Cenas de um vídeo ilustrativo apresentado em 2011 na Convenção das Nações Unidas sobre Armas Convencionais, em meio à campanha contra os robôs assassinos
Robôs - Guerras sem culpados
Fonte: Site DefesaNet Tecnologia, 22/10/2012
O robô sentinela SGR-A1 da Samsung Techwin é um exemplo de armamento dotado de "inteligência artificial". Armado com metralhadora, possui sistemas de câmeras de infravermelho, detectores de movimento e monitoramento de perímetro, podendo ser instalado sobre uma base fixa ou móvel. - Fonte: SAMSUNG TECHWIN

Quando os robôs ainda eram ficção cientifica

As três leis da robótica, propostas por Isaac Asimov em seu conto Círculo Vicioso (no original, Runaround), de outubro de 1941, incluído na coletânea Eu, Robô:

PRIMEIRA LEI

“Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um humano seja ferido.”

SEGUNDA LEI

“Um robô deve obedecer às ordens dadas a ele por seres humanos, exceto quando tais ordens entram em conflito com a Primeira Lei.”

TERCEIRA LEI

“Um robô deve proteger a sua própria existência , contanto que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.”


O professor Ronald C. Arkin, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), propõe um plano de pesquisa de algoritmos de “regulação ética” para que tais armas, ao serem postas em combate, sejam capazes de disparar e suspender fogo de acordo com as leis de guerra internacionais, o que acredita ser uma meta factível em 10 a 20 anos.

Arkin cita um episódio documentado da guerra no Iraque, no qual o piloto de um helicóptero armado atirou em três supostos insurgentes que se moviam entre caminhões estacionados, divisados por infravermelho. Um sobreviveu e escondeu-se debaixo de um dos caminhões. Quando saiu, o piloto avisou que o homem estava ferido. Mesmo assim, recebeu do comando a ordem de liquidá-lo, em uma violação flagrante das leis de guerra. Asimovianamente , Arkin acredita que um drone de guerra autônomo poderia ser programado de modo a não disparar em situações como essa, agindo de forma “mais moral” do que soldados humanos.

Agora eis a questão:

Seriam os seres humanos menos humanos do que os robôs? Poderia a nossa compreensão Moral e Ética ser implantada em máquinas, mesmo sabendo que tais características são inerentes ao meio social em que se vive e ao senso individual de cada pessoa?? Não haveria o risco de interpretações diversas dos algorítimos implantados ou o desenvolvimento de uma consciência própria e, por consequência, senso moral e ético divergentes dos nossos, por parte desses seres cibernéticos???

E o pior... NÃO CORRERÍAMOS O RISCO DE SERMOS ELIMINADOS POR NOSSA PRÓPRIA CRIAÇÃO???