NOTA DE REPÚDIO
Dói meu coração, por saber que
levantamos bandeira para defender a Polícia Militar, por ocasião das agressões,
diga-se de passagem desnecessárias, desferidas contra os assaltantes de uma Casa
Lotérica, no dia 28/09, visto que já estavam imobilizados e algemados. Houve uma
passeata, no centro de Jaraguá, em defesa desses policiais e da corporação, por
entendermos que, apesar dos excessos, os militares poderiam estar tomados pela
sobrecarga de adrenalina derramada no organismo, causada pela ação do
enfrentamento armado com os meliantes, pela alta demanda de ocorrências na cidade, ou até mesmo pelo DESCASO DA JUSTIÇA,
quando a polícia prende e o Judiciário solta a bandidagem (parece até que estão
enxugando gelo). Mesmo não concordando com a violência, a comunidade ousou
defender àqueles que acreditamos ser, por enquanto, o maior motivo de nossa
cidade ser ainda habitável e, de certa forma, pacata e tranqüila, a instituição
POLÍCIA MILITAR.
No entanto, o que me causou
estranhamento e tristeza, foi o fato de que hoje, 05/10/2015, às 19:04Hs, ao
solicitar o apoio dessa mesmo polícia, para remover uma senhora de
aproximadamente 50 anos, que atendeu por nome Maria, que estava embriagada e
atirada bem no meio da Av. Cel. Tubertino Rios, quase em frente ao SuperVi,
correndo o risco de ser atropelada ou de causar um acidente com os veículos que
transitavam naquele momento, fui mal atendido pelo telefonista de plantão, que
desligou o telefone sem mesmo ouvir as minhas queixas de cidadão indignado.
Qual foi a minha surpresa, ao ouvir aquele atendente do 190, me informar que a
POLÍCIA MILITAR NÃO PODERIA FAZER NADA POR AQUELA SENHORA, pois uma viatura já havia
estado no local e a mulher se recusou a sair dalí, do meio da pista, ou foi
retirada e voltou para o mesmo lugar. O mesmo policial me informou que NÓS, a
mesma população que a menos de uma semana havia levantado bandeira em defesa
dessa polícia, é que deveríamos agir e solicitar uma viatura do SAMU ou do
Corpo de Bombeiros, POIS ELES NÃO FARIAM NADA A RESPEITO.
Quais seriam as consequências dessa
DESIMPORTÂNCIA, dada pelo ESTADO (sim, pelo Estado, pois a Polícia Militar é
Preposto do Estado no que tange à SEGURANÇA PÚBLICA), caso um motorista mais
INCAUTO ou menos prudente, não a percebesse deitada no asfalto e atropelasse,
podendo, até mesmo, tirar-lhe a vida???
O que seria da vida desse cidadão
motorista??? Pois a velha senhora já estaria morta, não é mesmo??? E o que
seria das famílias dos envolvidos nessa possível, mas, pela misericórdia de
Deus, evitada tragédia??? Alguém poderia projetar o desenrolar de tudo isso,
caso não a tivéssemos removido do local para uma área segura??? Pois os
motoristas e motoqueiros que passavam, pouco se importaram com aquele “ENTULHO
HUMANO” prostrado no asfalto e ainda, quando pedíamos que parassem para que a socorrêssemos,
ficavam resmungando ao volante e outros até buzinaram, para que saíssemos da
frente.
Felizmente, chegaram duas pessoas
distintas, que reconheceram a senhora e entraram em contato com a família, que prontamente
veio em seu socorro. Agradeço ao jovem Lionardo e à Sra. Inês que nos ajudaram, a mim e a minha esposa, ficando conosco até o desfecho deste triste incidente.
Quem me conhece sabe que sou emotivo
por natureza. Mas essa situação extrapolou a emoção e a comoção. Tornou-se no
meu coração, a mais pura INDIGNAÇÃO por aquilo que vi, ouvi e vivenciei.
Sempre defendi os militares em
suas árduas batalhas no cumprimento do dever, das Normas Disciplinares e a
tristeza do pouco reconhecimento pelo seu esforço, principalmente o reconhecimento
financeiro, pois os salários não justificam nem de perto os sacrifícios e os
riscos da vida na caserna.
Por experiência própria sei que não é fácil, e
também sei o tamanho da responsabilidade que o é. Porém nada justifica o que se
passou no dia de hoje. Eles estão aí para defender aquilo que temos de mais
valioso, A NOSSA VIDA!!!
Tenho bons conhecidos no meio
militar, e quero crer que o que se passou foi um “ATO FALHO”, pois aqueles com
que tenho algum conhecimento, por menor que seja, sempre me pareceram
confiáveis e responsáveis para com suas obrigações perante a sociedade. Todos
sempre se colocaram prontos para atender a um chamado da população.
Prefiro acreditar que não foi a
condição social daquela senhora o motivo de tanto descaso, e nem ouso idear que
se fosse algum membro relevante da sociedade jaraguense, em um momento de
devaneio qualquer, seria prontamente atendido e socorrido pelo seu status.
Mas, infelizmente, o fato
ocorrido no dia de hoje, não pode passar sem uma VEEMENTE MANIFESTAÇÃO DE
REPÚDIO pela forma como foi tratado por membros da corporação da Policia Militar de
Jaraguá.
Fica o meu DESABAFO!!!






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