quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Brasil.... de mal à pior!!! Mas, de quem é a Culpa???

Passados mais de 50 anos do tão “Amado e Odiado” Golpe Militar de 1964, nunca se falou, criticou e depredou tanto as Forças Armadas, como nos últimos três mandatos de um governo que se intitula popular e democrático, que é o do PT.

Mas é preciso aprofundar mais o nosso conhecimento e o entendimento de fatos que culminaram com um Presidente da República surgido do proletariado, que defendia a causa operária e repudiava a corrupção e a riqueza das grandes corporações. E que, porém, ao findar seu mandato, tornou-se ele mesmo, ainda que não admita, parte integrante dessa "burguesia feudal", guarnecendo o governo com seus serviçais, todos incompetentes e não técnicos, que promoveram uma verdadeira DILAPIDAÇÃO do patrimônio nacional.




Como disse o Professor Carlos Fico, em seu blog “Brasil Recente – Notícias e análises dos acontecimentos que ajudaram a escrever a História do Brasil após 1964":


“O golpe não continha a ditadura, isto é, quando o golpe foi dado, havia a expectativa de realização de eleições presidenciais no ano seguinte. Houve um percurso, relativamente rápido, que levou do golpe à ditadura.

O golpe não foi apenas militar, mas civil-militar, como muitos colegas também sustentam. Mas eu penso que ele foi civil não apenas porque houve apoio de setores significativos da sociedade, mas porque civis também deram o golpe, como Magalhães Pinto e Auro de Moura Andrade.

O golpe não foi um evento banal, decidido com uma "batalha de telefonemas" e sem violência. Houve mortes, prisões em massa e muita violência.”.

Certamente, o medo foi o mentor do famigerado "Golpe de 64", mas não creio que esse medo fosse causado pelas possíveis conquistas sociais que as propostas de reforma de base representavam - mais vagas nas universidades, tabelamento dos aluguéis, reforma agrária etc. Tão pouco provocado pela ascensão das “classes mais baixas” a padrões mais elevados da sociedade brasileira, inclusive culturais e políticos. Acredito sim, que o apoio da sociedade civil ao golpe foi provocado pelo pavor às propostas de uma política comunista ateísta e escravocrata, na medida em que o governo é o dono de tudo e o povo seus servidores, almejadas e propostas pelo presidente João Goulart e pelos novos partidos chamados “populares”, além das ideologias socialistas importadas de países claramente avessos a democracia, como União Soviética e Cuba, e da forma violenta como esses processos são aplicados, também nos dias de hoje, nos poucos países que ainda utilizam dessa forma de doutrina política.



Pela própria situação atual da máquina estatal brasileira, provocada por um governo centralizador e corrupto, temos a prova mais sensível da ineficiência do estado como gestor da produção de bens e serviços geradores de capital, tais como mineradoras, telefônicas, fundições, etc. O Governo deveria agir como moderador e fiscalizador dos processos econômicos, e não como controlador.

Atualmente, a situação da PETROBRAS é a mais hedionda e odiada pelo povo brasileiro, pois gerou uma insegurança institucional incomparável às já vividas pelas gerações atuais e provocou, em caráter internacional, uma onda de desconfiança nos investidores, retirando do mercado financeiro brasileiro recursos importantíssimos que poderiam e deveriam ser investidos em saúde, educação, infraestrutura e geração de emprego e renda.



Dessa forma, entendo que não foi o golpe militar que causou danos à democracia brasileira, mas sim a forma de combate brutal e autoritária, com a qual o governo federal atuou naquela época, no que se entendia por ser um ato constitucional de defesa da soberania nacional. O excesso de violência deve sim ser recriminado e punido com rigor, porém, as duas vertentes conflitantes cometeram abusos e crimes de guerra e não apenas os militares. À luz da Constituição Federal vigente em 1964, o poder público estava sendo rigoroso na defesa do Estado de Direito, mas, sob a ótica humanitária, não. E é o mesmo Movimento de Direitos Humanos que, nos dias de hoje, defende adolescentes homicidas e estupradores, presidiários e outros meliantes alegando que são “vítimas do meio social em que vivem”. Sequer se lembram dos que foram vítimas desses criminosos ou de suas famílias, que ficam desamparadas e abandonadas pelo Estado.
Esse momento social, político e, principalmente econômico pelo qual passamos, muito semelhante ao que foi vivido entre as décadas de 1960 e 70 no tocante a centralização do poder e a manipulação da opinião pública, pode ser determinante para a reformulação da nossa “forma democrática de gestão” e também para o sepultamento de uma ideologia que já foi expurgada em outras terras e ainda tenta ser fecunda na América Latina, mas que, porém, vem sofrendo uma sequência de abortos provocados pela incompetência de seus progenitores.




Havemos de reconhecer avanços em conquistas sociais e significativa evolução financeira e intelectual das classes menos favorecidas, no entanto, tais conquistas não devem ser vinculadas à um Presidente da República ou partidarizadas, pois não foram alcançadas de forma gratuita, ou pela filantropia de partidos políticos ou pela benesse ofertada por governos. São frutos de ações públicas sequenciais provocadas pelo esforço e luta das classes, bem como do desejo e da necessidade de o país ser reconhecido internacionalmente como uma instituição forte, democrática, segura e confiável, tanto para investimentos financeiros como na capacidade e expressividade na mediação de conflitos internos e externos, tornando-se bem visto para participações em decisões político-econômicas de nível mundial.

A sociedade brasileira começou a tomar posse do seu direito de decisão com as mudanças provocadas pela nova Constituição Federal, promulgada em 1988, porém, percebemos no comportamento político atual, uma involução de pensamentos e uma inversão de valores éticos e morais, onde o indivíduo deixa de lado as decisões pertinentes a sua cidadania, como um todo e não apenas no uso do erário público, nas mãos de pessoas notoriamente indignas e reprováveis, tanto do ponto de vista moral como no humano e social. Estamos nos tornando uma sociedade mercenária alimentada por decisões políticas alheias a nossa vontade, em atos e fatos que desmoralizam a todos e não somente a uma classe social, seja a burguesia “capitalista” ou o proletariado, chegando ao ponto de termos as portas internacionais fechadas para qualquer tipo de acordo comercial ou intercâmbio cultural, pois ninguém quer cultuar o movimento "cult" da corrupção como herança histórica, fatos provocadores estes, que certamente entrarão para a nossa.


Para o povo brasileiro, virtudes com a honestidade, a retidão de caráter e o comportamento moral deveriam ser obrigação para todo e qualquer indivíduo, porém, para os que almejam ocupar cargo público, deveriam ser requisitos mínimos obrigatórios exigidos por lei, e o são, mas não observados ou fiscalizados pela sociedade que os elegem.

Todos somos responsáveis pelo que acontece com o nosso País, pois fomos nós quem os colocamos no comando!!!


E lembrem-se das gerações futuras, pois...

...“O que fazemos em vida, ecoa na eternidade!!!”


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