Comerciante não reagiu, não fez nada: levou tiro na nuca do bandido e morreu, na frente dos filhos | Rodrigo Constantino
Por Rodrigo Constantino
Anotem
no espelho, na geladeira, em todo lugar, esquerdistas: monstros
existem! Há “seres humanos” que não valem nada, que são crápulas,
marginais frios, assassinos cruéis, e não há “justiça social” do mundo
que possa mudar essa triste realidade. Leiam mais Hobbes e menos
Rousseau. Deixem o romantismo de lado, para os momentos de
entretenimento, na literatura, nos filmes. Sejam homens para aceitar a
vida como ela é, não como vocês gostariam que fosse.
Anotem ainda
no espelho, na geladeira: essa história de que não devemos reagir jamais
aos bandidos, que arma é que mata (sim, e mata também os bandidos que
querem nos roubar e nos matar), é tudo invenção de uma sociedade
acovardada na melhor das hipóteses, ou de um maquiavelismo
revolucionário e golpista na pior delas. Desarmar o cidadão inocente é
facilitar a vida do bandido.
Agora que anotaram essas duas coisas, vejam essa notícia lamentável:
Imagens
de uma câmera de segurança flagraram o assalto a um pequeno mercado
localizado no bairro do Tenoné, em Belém, na última quinta-feira (5). O
vídeo mostra o momento em que o bandido atira na nuca do comerciante,
que está de costas e não reagiu a ação criminosa. Os dois suspeitos de
cometer o crime foram presos na noite do mesmo dia durante uma operação
da Ronda Tática Metropolitana (Rotam).
As imagens são
fortes e mostram a frieza do bandido. O homem que aparece de mochila
está armado, ele rende clientes e funcionários do estabelecimento.
Um
dos filhos do proprietário do mercado se ajoelha. O assaltante pega a
renda do dia e, de repente, atira na nuca do comerciante. Em seguida, o
homem continua roubando.
Antônio
Torres Pinho, de 37 anos, pai de dois filhos, não resistiu aos
ferimentos. “A esposa estava ao lado e os filhos presenciaram o fato.
Isso nenhuma família, ninguém está preparado. Ter a vida do seu ente
tirada brutalmente, covardemente, que não reagiu e pegou um tiro nas
costas, pela nuca, sem fazer absolutamente nada”, disse o delegado
Marcelim Soares.
Bene Barbosa, do Movimento Viva Brasil, comentou em seu Facebook:
"A
vítima não reagiu, não encarou o criminoso, não tentou fugir, não fez
nenhum gesto brusco. Fez o tudo que a cartilha do “nunca reaja”
determina. Foi executado."
É muita covardia, muita
psicopatia. São monstros! Como alguém pode defender gente assim, tentar
relativizar atos tão bárbaros como esse, colocando a culpa na
“sociedade” ou alguma abstração qualquer? Alguém acha mesmo que faltou
apenas “escola” para um verme desses, que atira na nuca de um homem
rendido e de costas, na frente de seu filho ajoelhado? Qual punição
merece um ser asqueroso desses?
Prefiro não falar o que penso
nessas horas. Estou vendo a segunda temporada de “Demolidor”, na
Netflix, justamente sobre o embate entre o herói da Marvel, que quer
prender os bandidos e levá-los à Justiça, e “the punisher”, o “vilão”
complexo, ex-militar e justiceiro, que prefere eliminar esses
assassinos. Para vivemos numa sociedade decente, sob o império das leis,
é claro que a postura do herói é a mais correta.
Mas quando a Justiça
se mostra totalmente falha, dá para compreender o surgimento de
justiceiros, não dá?
Não é a solução, claro. É errado. Não
exatamente pelo argumento do Demolidor, de que há uma centelha de
bondade em todos e não podemos perder as esperanças, e sim porque se
todos seguirem essa linha a sociedade vira um caos anárquico. Mas eis o
que é totalmente certo: o direito de legítima-defesa! E esse necessita do direito de ter uma arma para defender sua
propriedade, sua família. Quem sabe se o pequeno comerciante tivesse
uma essa história não teria terminado de forma diferente, menos trágica?

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