Em tempos de uma nova forma de gestão pública, não é cabível a responsabilização do contribuinte pela ingerência e corrupção endêmica disseminada pela velha guarda política do estado, e muito menos do país... Buscar soluções que tragam mais ônus fiscais para a população, principalmente para cobrir programas que beneficiam apenas parte do todo colaborador, seria como dar continuidade ao populismo proposto pelos partidos de esquerda - no qual uma classe social criada pelo próprio estado, quando deixa de atender equitativamente ao todo, é sustentada literalmente por uma outra mais acima, esta sendo afetada direta e sobremaneira pelas taxações e impostos criados para o mantimento daquela.
Programas de mobilidade social, onde deveriam estar inclusos os custos fiscais para as tarifações e gratuidades do transporte público, também deveriam ser praticadas como Políticas de Estado e não apenas como Programas de Governo, que são passageiras e visam apenas as possibilidade políticas e eleitoreiras. Esses programas, bem como todos os outros, que abocanham recursos consideráveis da arrecadação nacional (PIB), devem estar previstos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), no PPA (Plano Plurianual) e na LOA (Lei Orçamentária Anual), justamente para que não venham a onerar ainda mais ao contribuinte pagador dos muitos impostos e taxas (quase uma centena) propostos pelos nosso "representantes" políticos, e dos quais pouco mais de 20% (vinte por cento) retornam como benfeitorias à população.
Em estudos realizados pelo IPBT - Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, divulgada em junho de 2019, o Brasil é o trigésimo colocado, dos países com a maior carga tributária do mundo, em retorno de benefícios para a população. Estamos atrás de Uruguai e Argentina, países com PIB menor mas um IDH muito maior que o nosso.
Indo na contra mão dos anseios sociais, Goiás, um dos poucos estados que conseguiu manter uma linha de crescimento de arrecadação acima da média nacional, graças à agricultura e à agropecuária, mas cujo povo ainda sofre sobremaneira com infraestrutura, saneamento básico, saúde e educação (as duas últimas em estado de calamidade principalmente nos municípios do interior), caminha para aumentar o bolo alimentar de seus Prefeitos, Deputados e Governo promovendo estudos para aumentar uma taxa que já é injusta por si só, o Licenciamento Anual de Veículos. Bem como o IPVA, ao meu ver, trata-se de uma bitributação, pois comprado e pago o veículo e seus tributos, não se justifica um Imposto Anual sobre algo que já foi tributado e, se já foi licenciado para rodar no ato do emplacamento, qual a necessidade de ser novamente licenciado? Apenas para arrecadação do estado???
Conforme notícia publicada em O Popular, no dia 14/08/2019, o Estado estuda a possibilidade de cobrir o rombo do transporte público, provocado principalmente pela incompetência e corrupção de gestores, com o aumento da Taxa de Licenciamento dos veículos emplacados no estado. Leia o que foi publicado:
Além de receber os estudos sobre a privatização da Metrobus e do Eixo Anhanguera, o governador Ronaldo Caiado (DEM) verificou as pesquisas da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) sobre a busca de receitas extratarifárias para o investimento no serviço de transporte coletivo metropolitano. A proposta, realizada pelo presidente da CMTC, Benjamin Kennedy Machado, necessita de apoio estadual e das prefeituras metropolitanas para a arrecadação de cerca de R$ 250 milhões anuais.
Parte da verba viria com aumento do valor da taxa de licenciamento veicular, cobrada de todos os proprietários de veículos no Estado e hoje com custo de R$ 193. A proposta inicial da CMTC é que se tenha um aumento de R$ 67 para todos, e parte deste dinheiro extra iria para o pagamento das gratuidades no sistema metropolitano, que corresponde a 20% da tarifa atual, e investimentos estruturais. O restante poderia ir para outras cidades com transporte coletivo e mesmo os outros municípios, com obrigação de uso na mobilidade urbana.
Caiado deu aval para a proposta, mas pediu que a CMTC em conjunto com órgãos estaduais, como a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Secretaria Estadual de Economia (SEE) realizassem novos estudos para verificar outros cenários para a proposta. A ideia é que não se tenha um impacto negativo junto à sociedade, então o governo quer ver se é possível diminuir o índice ou limitar quem será impactado pela proposta. A CMTC quer apresentar as propostas de projetos de lei ao governador até o final deste mês. Outros meios de obter receita seria a regulamentação de estacionamentos, do transporte por aplicativo e uma taxa a ser paga pelas locadoras de veículos.
(Por Vandré Abreu – O Popular – 14/08/2019)"
Pelo visto, a prática da Nova Politica em Goiás anda coxeando entre dois pensamentos, pois, entre demissões para enxugamento e saneamento da máquina pública e contratações para satisfação de colaboradores políticos, o Governo tem trocado seis por meia dúzia, mesmo estando desenvolvendo um esforço hercúleo para a implantação de metas de celeridade e transparência na gestão pública. Ao que podemos perceber, o legado desta gestão pode não ser algo além do que já foi visto em outros governos, mas ainda assim confiamos que, nessa onda de "moralidade, ética e civismo" disseminada nas redes sociais e que conseguiu derrubar um governo corrupto e corruptor no estado e no País, Goiás possa viver tempos de glória, não só para que o governador deixe seu nome na história, mas para o alívio de seu povo sofrido e trabalhador.
O legado de Ronaldo Caiado para o povo goiano? Só o tempo dirá!!!



